sábado, 6 de novembro de 2010

MILLÔR FERNANDES...FODA-SE...

Final de ano é sempre a mesma coisa... já perceberam????? Todo mundo correndo - de que... de quem e para onde... é relativo - mesmo quando se está tranqüilo é preciso dizer que está uma correria... Um stress (geralmente aquele maligno) contagioso!!!!!
As velhas tensões do mês de dezembro... Elas ocorrem para lembrar que você teve 365 dias para organizar, fazer e refazer muitas coisas... Tempo para realizar os sonhos e os objetivos daquela listinha de desejos que surge a cada 01 de janeiro. Aí, inevitavelmente, o final de um ciclo te leva a avaliar o quanto você foi realmente produtivo e eficaz quanto as suas idealizações; o que aprendeu, conquistou, amadureceu, mudou. É hora de ticar os itens e correr atrás do que ainda é possível... cheio de angústia. O pior é quando acontece de depara-se com alguns desejos que continuarão na espera, apesar dos seus esforços, e parece que nunca saíram de lá, da fila, sendo adiados para o ano seguinte e depois para o seguinte e assim por diante.... Putz...isso é frustrante!!!! Haja paciência ou persistência que dê conta....
 E além de tudo isso, somos ainda, levados a novas escolhas pois há um novo ciclo a caminho... O tempo não pára - Ah.... Cazuza!!!!!!!!.
É ou não é para ficar mais ansiosa, agitada, estressada??????
Num momento assim... preciso usar o lema que está  no texto do Millôr...não sei se todos vão apreciar...mas é perfeito para o momento....
                                         

                                      "Foda-se" por Millôr Fernandes


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda- se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "pra caralho"?


"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?


No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco e nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" não o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo: "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio. Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone', "chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone" - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.


Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!" E sua derivação mais assaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".


Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

Linda noite e ótimo findi...e espero que ninguém sinta-se ofendido....mas aqui nesse espaço
eu falo o que eu quero....se vc não gostou....tchau...
Bjs a vcs meus amigos queridos....Marcia....

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PERCEPÇÃO ERRÔNEA...

Será que minha percepção da vida é errônea?????
Creio que não... É... não sou nada tolinha, não mesmo!!!!!!
Eu observo, eu analiso, eu investigo, eu viro do avesso, eu busco o que desejo...
Eu me arrisco, eu me dôo, mesmo quando temo...e há quem pense que eu nada temo....ah mas eu temo sim...mas nunca desisto...
Tenho um lado ingênuo... mas não burro, mesmo quando possa parecer...
Busco aprender com os erros alheios e os meus e, aprendo...e são em momentos de conflito que me
descubro fortaleza....
Eu não fujo... apenas me esquivo....
Às vezes me estresso, protejo-me e, não, não me escondo...
Me exponho, me dispo, mesmo quando silencio....

Sou curiosa...o desconhecido me atrai...
O desconhecido em mim....nas pessoas... e eu as provoco sim!!!!!!
Porque eu as provoco????? Porque as quero frágeis???????
Porque desejo que elas dispam-se para si mesmas e para mim....
É uma busca na qual a interação permite que eu as conheça e...consequentemente muito mais a mim....
Pode parecer incoerente porém, isto me dá um certo controle... poder, mas muito mais que isto...
 me dá prazer....pois gosto de pessoas que não usam máscaras, que sejam transparentes...que assumam
sentimentos, dores, fraquezas...mas que saibam fragmentar o lado amargo que consiste em cada um...
Pessoas assim proporciona-me realizações e inúmeras surpresas, algumas muito significativas e gratificantes....
É um processo de expansão e por si só doloroso, também....

Que se abram as portas e janelas da percepção... para um dia de céu claro... lindo!!!!
Mesmo quando o sol demora um pouco à aparecer e, haja muita nebulosidade e chuva ao início...mesmo assim eu aprecio a transformação....
E quando trata-se dela em pessoas, anseio pelo conteúdo, a "embalagem" deteriora... roupas caem de moda e, maquiagem é momentânea....
Gosto de coisa...é verdade, mas elas não substituem pessoas e, comparadas, em contexto humanista, a segunda opção é insubstituível...

Pode-se descobrir um jardim muito florido em meio a paredes densas de espinhos e vice-versa...
Será que nos dispomos realmente à desbravar as matas, trilhar caminhos tortuosos e difíceis para encontrar um lindo lago, calmo e de águas cristalinas???????
Será que estamos mesmo dispostos a uma faxina ou a escondemos a sujeira???????

Lembra-se: "...Doação prazerosa à quem e à que permita realização...com o amor e paixão, que aqueça a alma e faça brilhar os olhos... é submeter-se à apreciação e por via dela, enraizar conquistas... estabelecer laços... não presas, é estar por vontade."

Não... eu não sou tolinha!!! Eu não me deixo apenas escolher... sim... eu escolho!!!!
Minha "nudez" (personalidade) é de quem conquista-me... de quem faz por merecer...
Acho que tenho, por meio dos nossos encontros (razão/emoção) provocado encontros mais profundos consigo mesmo de forma não experimentada antes... porque ninguém expos-se à ti suficientemente, em sua totalidade, ou realmente tentou fazê-lo por receio à julgamentos...
Somos seres receosos...
Para ser espelho é necessária a nudez...
Reflexo...explicaria; "Me olhe de novo???!!!!!"
Eu já experimentei isto antes... gostei e desejo mais...muito mais...
Isso faz-me sentir realmente viva!!!!!
Mesmo estando em conflito comigo mesma...
Talvez tudo isto faça-te sentido...
Ou não...
Mas ainda sim, vale a pena...
Confuso??????Intrigante?????
Assim eu sou...
E isso explica tudo....
Ou não...
     By Marcia
Um maravilhoso findi e um ótimo feriado...Bjs...Marcia

sábado, 23 de outubro de 2010

INDAGAÇÕES E INQUIETUDES....


Eu me sinto perdida em meio a um turbilhões de sentimentos... E assim eu vou...
Estou tentando...

Contra a corrente, ir para onde não sei...
e me parece assustador...
Fazer as coisas da melhor forma possível...
apesar de tudo...e todos...
ou sem todos e tudo...
Lidar com as mudanças...
com o que há de novo, com o que há de velho...
com o que parece esquisito...
com tudo aquilo que eu acreditava já saber dar encaminhamentos...
E assim eu sou só dúvidas...
Busco entender e conciliar aspectos racionais e emocionais... 
conscientes e não conscientes...
Visualizar e me dedicar ao que mais importa...
e ao resto nem tanto assim...
me adequando as circunstâncias e pontos de vista
que não são sempre os meus....
Putz...e isso não é fácil...
Sorrir... mas não apenas para agradar aos outros...
Assim como não deixar de chorar pelo contrário...
Não me perder... e me achar...
mesmo na escuridão...
É na escuridão que aprendo a ser forte e enxergo com clareza
a podridão do coração das pessoas... 
Mas não desisto...e assim eu sigo tentando...
Resgatar a persistência e paciência...
Driblar meu maior inimigo, com a ajuda do meu melhor aliado (Eu)...
                       By Marcia
Indagações...inquietudes...que só me dão a certeza de que eu não preciso entender...apenas sentir...
É isso que é importante...é isso que faz meu coração bater acelerado...essa sou eu....
E se vc não me entende....é simples...ou toca ou não toca....
Linda noite...e um ótimo findi a todos...Bjs carinhosos...Marcia

domingo, 17 de outubro de 2010

MINHA REFLEXÃO...


Hj me peguei a refletir sobre a vida...
A minha vida...
E tudo que está a sua volta...
E me deparei com uma certeza....
Triste certeza...
Pois eu já não sei mais em que e no que acreditar....
Em quais gestos??????

Em quais palavras??????
Em quais pessoas??????? 
E saibam que eu me esforço...e como!!!!!!
Mas...está difícil... 
É...na verdade... não fui surpreendida...
Assim mesmo... não livre de sentir-me confusa...
São situações... reações...oportunidades....
E me sinto assim...
Energia sugada...em nível baixo...sem recarga....
Permitir a consumação por inteiro????
No fogo como a Fênix para o renascimento...
Como água escorrendo ralo abaixo sem contenção...
Pelo ar... evaporada ou levada pelos ventos...
Até os meios de consumo quando revertidos
Podem ser novas fontes, à favor....
Mas não vou desistir...
Vou continuando...
da maneira que me é possível no momento...
Mas não menos prazerosa....
E sempre com um belo sorriso...
E com a certeza de que o amanhã....
Será melhor que hj....
   By Marcia
Queridos uma semana muito abençoada a todos...Bjs carinhosos....Marcia...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DA CABEÇA AOS PÉS...LINDA DE VIVER...Alanis Morissette - Head Over Feet (Acústico)!!!


Sou apaixonada por essa canção...na época quando a ouvi pela primeira vez confesso
que gostei mesmo foi da batida...passado um tempo, um amigo me disse: Sempre que escuto
essa canção me lembro de vc....e só a partir daí que fui realmente entender o sentindo dessa canção....
Ela é simplesmente linda....principalmente na parte que diz:
Você é o melhor ouvinte que eu já conheci...
Você é meu melhor amigo...
Melhor amigo com vantagens...
O que me fez demorar tanto?
Eu nunca tinha me sentido tão bem assim...
Eu nunca quis algo racional...
Eu sei disso agora...
Eu sei disso agora...

DA CABEÇA AOS PÉS (Alanis Morissette)

Eu não tive escolha a não ser ouvir você
Você contou sua história sem parar
Eu pensei sobre ela

Você me trata como uma princesa
Eu não estou acostumada a gostar disso
Você me pergunta como foi meu dia
Você já me conquistou mesmo contra a minha vontade
Não se assuste se eu me apaixonar
Não se surpreenda se eu lhe amar por tudo o que você é
Eu não pude evitar
É tudo culpa sua

Seu amor é enorme e me engoliu inteira
Você é muito mais corajoso do que eu pensava
Isso não é da boca pra fora

Você é o mensageiro de coisas incondicionais
Você segurou a respiração e a porta para mim
Obrigada pela sua paciência
Você é o melhor ouvinte que eu já conheci
Você é meu melhor amigo
Melhor amigo com vantagens
O que me fez demorar tanto?

Eu nunca tinha me sentido tão bem assim
Eu nunca quis algo racional
Eu sei disso agora
Eu sei disso agora
Existem pessoas que fazem a diferença em nossas vidas pelo simples fato de existirem ou de terem
passado por ela e deixado marcas profundas de puro amor, carinho e respeito....
E isso faz toda a diferença....
Tenham um dia perfeito...e um findi repleto de alegria....
Bjs...Marcia....

P.S. Bebê....fica triste não...a vida é mesmo assim...dia e noite...não e sim...
pense nisso...bjs em seu coração....ti amo eternamente...coisa de alma e vc sabe
disso....

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DEIXE A LÁGRIMA ROLAR...

Quando sentir vontade de chorar, chore!
Deixe a lágrima rolar!
Qual adulto, idoso, criança,
pode se gabar de não ter sentido um dia a necessidade de colo?

Quem atira a primeira pedra?

Por mais que sejamos fortes,
não podemos fugir às tempestades da vida...

São as decepções, as perdas
ou simplesmente nossas expectativas
que não são correspondidas
que nos fazem, independente
da nossa idade ou situação,
nos faz sentir pequenos
o bastante para desejarmos colo.

E nem sempre é fácil admitir isso...
Homens não choram?
Choram sim!

Mulheres choram fácil demais?
Elas se fazem duronas também.

As crianças choram à toa...
Todo mundo chora...

Pelo menos todo mundo precisa chorar nem que seja uma vez ou outra para
aliviar a alma, para diminuir o peso do cansaço e da solidão...

O choro é sempre um sinal de apelo...
E um sinal que sempre encontra
um bom samaritano no seu caminho.

Difícil resistir a alguém que chora!

É quando olhamos para alguém
que vemos os olhos marejados...
que sentimos que esse alguém precisa de colo;
nem sempre de palavras, mas colo, sempre.

Colo que pode representar um abraço mudo e apertado,
um olhar compreensivo, um aperto de mão...

nada toca mais nossa alma
do que olhar nos olhos de alguém que chora.

E nada toca tanto alguém que chora
quanto sentir a presença
de alguém que o compreende.

E nas lágrimas que rolam,
rola a tristeza, a insatisfação, o tédio,
a dor, as dúvidas e medos.

A alma fica lavada.
Por isso chorar alivia.
Por isso chorar dá sono.
Quando acordamos depois de termos chorado,
nos sentimos mais leves, nos sentimos prontos
para encarar um novo dia,
uma nova situação.

Então...
quando sentir vontade, não se contenha!
Peça colo, peça ombro...
Deixe a lágrima rolar!
Ser forte não é ser durão ou durona!

Ser forte é ser capaz
de se reconhecer frágil
e saber que dará a volta por cima!

Ser forte
é saber que as marés podem ser altas ou baixas,
mas que apesar de tudo as ondas nunca desistem
do sonho de beijar a areia.
  Letícia Thompson
Existem dias em que tudo o se precisa é chorar...colocar para fora tudo aquilo que está
difícil de engolir...hj meu dia foi exatamente assim...coisas dando erradas, pessoas entendendo
sempre o lado errado das minhas palavras...dia frio, chuvoso...
Nada deu certo hj...mas estou viva...e isso é o que importa...mas isso não me impede de poder
e querer chorar, de querer ficar sozinha...muitas pessoas não entendem isso...e eu preciso desses
momentos para me encontrar comigo mesma...para colocar meu interior em equilíbrio com o exterior...
É engraçado como muitas vezes as pessoas se magoam, ou fazemos mal a alguém sem ter nenhuma
intenção...ou pior...muitas vezes o que para nós é maravilhoso...para elas é horrível....
Enfim...hj é um dia em que é preciso deixar a lágrima rolar...
Tenham uma noite abençoada...Bjs...Marcia

domingo, 3 de outubro de 2010

OUSANDO SER FELIZ...

"Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural de corpo e de espírito".
Ao refletir sobre a origem do medo de ser feliz, considero importante observarmos que indivíduo e sociedade são faces da mesma moeda: um não existe sem o outro. Por outro lado, o indivíduo está contido na sociedade, assim como a sociedade está contida no indivíduo, através da sua internalização. Falar do indivíduo, portanto, é falar do social e vice-versa.
Na minha percepção, nossa sociedade, tal como está estruturada, tem contribuído de forma decisiva para o estado de alienação e de infelicidade em que se encontra o homem.
Analogamente, podemos supor que os medos introjetados podem conduzir os indivíduos a uma situação de não enfrentamento, impedindo assim, suas possibilidades de realização e conseqüentemente, de ser feliz. Quando se ousa, num processo de enfrentamento, percebe-se que a situação opressora é menor do que nos fizeram acreditar. O pai, o patrão, a igreja, o governo ou outro qualquer é redimensionado.
Evidentemente, que num contexto mais amplo, como o social, é necessário que o combate à situação opressora seja feita em união com outros, igualmente oprimidos.
Mas, não podemos nos esquecer de que a ação opressora se dá de modo diferente, de acordo com o contexto sócio-econômico do indivíduo.
Além disso, a mesma situação opressora é vivenciada de maneira particular por cada pessoa de uma mesma classe social. Sendo assim, o seu comportamento frente à opressão será conformista ou de confronto e de luta, de acordo com a sua percepção, que, por sua vez, é influenciada por fatores bio-psíquico, históricos e sócio-culturais.
AUTO-REALIZAÇÃO: A EXPRESSÃO DA FELICIDADE
Em minha experiência, como terapeuta de adultos, tenho constatado o quanto tem sido efêmera a vivência da felicidade e o quanto têm-se que ousar para experiencia-la.
Freqüentemente, tenho ouvido expressões que a coloca como algo inatingível ou expressões que parecem conter em si um medo de ser feliz. Se assim for, como se explica o fato de sentirmos medo de algo que é sinônimo de contentamento e prazer? Ou, ainda, tendo em vista que o medo é um sentimento de inquietação e de apreensão diante de um perigo real ou imaginário, que perigo pode existir no ato de ser feliz?
Percebo no adulto, infelizmente com relativa freqüência, um ar entediado diante das coisas. Sua alegria parece ter se esgotado ou se deformado, envolvida por culpas e medos. Em alguns sua ausência chega a ser crônica. Seu envolvimento consigo mesmo e com os outros é tolhido. Realizam suas tarefas sem prazer, como autômatos. São conduzidos, não se autodeterminam. Não vivem, debatem-se entre culpas e medos, e apenas conseguem passar pela vida sem nunca tê-la vivido de fato.
Tal constatação difere, radicalmente, daquela que temos ao observarmos uma criancinha de poucos meses, cujas necessidades básicas tenham sido supridas. Ela se realiza ao explorar o ambiente. Seu envolvimento com o brinquedo é total. A curiosidade e a alegria soam como sinônimos de felicidade. A espontaneidade é a tônica do seu comportamento. O adulto que consegue manter a curiosidade, a espontaneidade e a alegria é, comumente, comparado a uma criança, quando não é considerado infantil, no sentido pejorativo.
O contraste observado, entre essas duas etapas da vida humana nos sugere, em alguns casos, uma certa patologia. Talvez pudéssemos chamá-la de síndrome da não-realização pessoal. Pois ao longo do seu processo de aculturação, o indivíduo é, muitas vezes, obrigado a mentir a si mesmo e a adotar, como sendo seus, valores de pessoas que lhe são significativas ou da cultura em que está inserido; reprimindo, assim, aspectos pessoais importantes, quando não a própria tendência autorealizadora, o que o torna triste e apático. A necessidade universal de atenção e de consideração lhe é suprida de modo condicional, obrigando-o a pagar um preço muito alto por essa "mordomia afetiva": a anulação de si mesmo, quase sempre.
A realização do potencial humano parece ser a condição para uma sociedade mais criativa e feliz.
Mas, os governantes, de um modo geral, são arrogantes e desconsideram a necessidade de expressão dos indivíduos. Os depoimentos de Alexei Matushkin e Irina 8 exemplificam esse fato.
Eles relatam que o homem russo, após a revolução, sofreu um processo de "massificação" violento, perdendo sua identidade pessoal. Ele já não sabia o que era bom para si, guiando-se tão somente pelo partido. Deixou de crescer como pessoa para tornar-se uma peça da Revolução. Tornou-se desconfiado, infeliz e coletivizado.
Com a Perestróika, o governo tenta resgatar a verdadeira identidade do homem russo, através de sua realização pessoal. A psicologia humanista é valorizada. Mas, o homem sofrido, caminha lenta e desconfiadamente.
Na maioria das sociedades, para realizar o seu potencial, o indivíduo se vê diante de barreiras que surgem de toda parte, bloqueando a concretização do que ele poderá vir-a-ser. Autoritarismo, preconceito, descaso e miséria são os mais comuns. Diante de tantas adversidades, para fluir de maneira plena, é necessário muita coragem.


A afirmação do ser essencial de alguém (diz Tillich) a despeito de desejos e ansiedades, cria a alegria. (...) A alegria acompanha a auto-afirmação de nosso ser essencial, a despeito das inibições provocadas em nós pelos elementos acidentais. A alegria é a expressão emocional do corajoso. Sim ao verdadeiro ser próprio de uma pessoa. Essa combinação de coragem e alegria mostra mais claramente o caráter ontológico da coragem. Se a coragem é interpretada sozinha em termos éticos, sua relação com a alegria da auto-realização permanece escondida. No ato ontológico da auto-afirmação do ser essencial de uma pessoa coragem e alegria coincidem 9.
É importante, ainda, que o homem se autoconheça, goste de si próprio e aprenda a usar a si mesmo de um modo que lhe proporcione satisfação e realização.
A totalidade do ser precisa ser contemplada para o desenvolvimento pleno de suas possibilidades. As diversas dimensões do seu ser bio-psico-sócio-cultural necessitam ser consideradas igualmente.
Por preconceito, o aspecto espiritual da dimensão cultural não tem sido considerado adequadamente. A Psicologia Transpessoal, um moderno ramo da Psicologia, procura resgatar essa realidade, através de aprofundadas pesquisas.
Rogers, corrobora esse posicionamento, ao relatar sua experiência; experiência, aliás, que vem sendo confirmada por inúmeros psicólogos:
Percebo que quando estou o mais próximo possível do meu eu interior, intuitivo, quando estou, talvez, num estado ligeiramente alterado, então tudo o que faço parece ter propriedades curativas. Nestas ocasiões, a minha presença, simplesmente, libera e ajuda os outros. (...) Parece que o meu espírito alcançou e tocou o espírito do outro. Nossa relação transcende a si mesma e se torna parte de algo maior. Então ocorrem uma capacidade de cura, uma energia e um crescimento profundo 10.
O Corpo precisa estar livre de bloqueios para que a energia possa fluir livremente, dando ao homem melhor condição de usufruir o prazer plenamente. Sua sensibilidade, seu senso ético e estético, seu raciocínio lógico e o seu potencial criativo devem ser estimulados, conduzindo-o à realização. Precisa aprender a se relacionar com as outras pessoas de uma maneira satisfatória. "Como a nossa cultura é comunitária, isso significa que deve atuar de modo a que a integração humana seja compensadora para todos nela envolvidos." 11
Além disso, para viver plenamente, o homem precisa ser honesto e aberto à experiência. Qualidades que são cada vez mais raras. Ser honesto consigo mesmo e com os outros. Agir sem ambigüidades é difícil e arriscado, mais enormemente compensador. Pois, "a integridade aprofunda e enriquece os relacionamentos, dando origem a sentimentos de intimidade e calor humano, raros na maior parte de nossas experiências." 12
Mas, para tanto, é necessário que suas necessidades básicas sejam supridas. Que ele possa exercer sua capacidade produtiva de uma maneira digna e satisfatória. Que ele não seja cerceado, humilhado e explorado de maneira desumana por aqueles que detêm o poder e que só se sentem poderosos usando esse poder sobre as outras pessoas.
É imprescindível a realização do potencial humano, se quisermos uma sociedade harmônica e criativa, coesa e solidária.

CONCLUSÃO:
O espaço social é também o espaço da união dos indivíduos. A fala autêntica só será proferida por cidadãos livres, que tenham garantidas, neste espaço, suas falas individuais - expressão verdadeira das suas idéias, dos seus sonhos, do seu pensar discordante e dos seus sentimentos.
A sociedade não tem contribuído muito para a realização do potencial humano. Assim sendo, as oportunidades de crescimento pessoal e social têm que ser conquistadas. A construção de si mesmo e de uma sociedade mais justa, humana e facilitadora do crescimento de seus cidadãos, requer coragem. Somente assim o mundo poderá vir a ser como no sonho idealista de Rogers:
Este mundo será mais humano e humanitário. Explorará e desenvolverá as riquezas e capacidades da mente e do espírito humanos. Produzirá indivíduos que serão mais integrados e plenos. Será um mundo que valorizará a pessoa individual, o maior de nossos recursos. Será um mundo mais natural, com um renovado amor e respeito pela natureza, desenvolvendo uma ciência mais complexa e humana, baseada em conceitos novos e menos rígidos. Sua tecnologia objetivará o engrandecimento das pessoas, ao invés da exploração delas e da natureza. Liberará a criatividade, à medida que os indivíduos sentirem o seu poder, suas capacidades, sua liberdade.
Os fortes ventos da mudança científica, social e cultural estão soprando fortemente. As enormes perturbações da sociedade moderna forçarão uma transformação para uma ordem nova e mais coerente. E nessa ordem parece crescer uma nova visão do mundo, a relação, um renovado amor pela natureza e por cada pessoa, uma compreensão da unidade espiritual do universo. Deve ser um mundo mais humano, com mais lugar para indivíduos que são integrados e totais. Esta é, pelo menos, minha entusiasmada esperança 13.
Mas, não devemos nos esquecer que os sonhos só serão transformados em realidades com ousadia. E que ousar significa correr riscos, significa estar entre duas possibilidades: a do sucesso e a do insucesso. Como bem ilustra Perls, com a sua experiência de vida:
Um dos momentos mais importantes da minha vida foi depois de ter escapado da Alemanha, quando havia um lugar disponível para um analista de treinamento na África do Sul, e Ernest Jones queria saber quem queria ir. Éramos quatro: três queriam garantias. Eu disse que correria o risco. Todos os outros três foram apanhados pelos nazistas. Eu corri o risco e ainda estou vivo 14.
Correr riscos não nos dá garantias, mas é a única forma de nos sentirmos vivos, livres e talvez felizes.
    (Sonia Maria Lima De Gusmão)

Já passou da hora das pessoas ousarem e arriscarem mais...as pessoas seguem presas a
padrões impostos pela sociedade, igreja, religião...e dessa forma deixam de realizar muitos
sonhos, projetos e fantasias...ficam apenas deixando que a vida passe...e eles sejam apenas
simples expectadores...lamentável....
Desejo que cada um de vcs se desprendam desses falsos conceitos...e comecem a viver
intensamente...sonhando e realizando cada um dos seus sonhos...
Acredite em vc....acredite na sua capacidade de ser feliz realizando seus desejos e perdendo o
medo de arriscar....pense nisso...
Tenham uma boa noite...e uma noite maravilhosa...Bjs...Marcia

domingo, 26 de setembro de 2010

O RIO DA VIDA NÃO OUVE OS SACERDOTES....

Primeiro, as religiões fazem as pessoas se sentirem culpadas por todos os prazeres. Quando você é jovem, talvez você possa não prestar atenção.
Talvez a energia da vida seja tão forte que todos os pregadores podem gritar aos quatro cantos, mas a vida vai levá-lo em seu próprio caminho.
A vida não acredita em nenhuma religião.
A vida em si mesma é religião.
Ela não ouve ninguém. Ele conhece o seu caminho, o seu anseio, seu desejo. Ele sabe para onde se mover. Ele não precisa de ninguém para orientá-la — porque toda orientação é desorientação.
Nunca diga a um rio: "Você está se movendo de maneira errada. Eu vou te mostrar o atalho — um atalho cheio de virtudes. Você está apreciando muito as montanhas e os vales e as florestas e as músicas das árvores e das flores. Isso é imperdoável. Eu vou te mostrar o caminho certo — o caminho através do deserto."
Mas os rios não ouvem o sacerdote; eles vão cantando sua música por montanhas desconhecidas, florestas virgens. Sem qualquer guia, e sem qualquer mapa, sem qualquer pastor, sem qualquer igreja chegam ao oceano — esse é um fenômeno simples e natural.
Se você acompanha a vida — sem qualquer amarra, sem qualquer hesitação, sinceramente — ela irá levá-lo para a divina origem de tudo. Nenhum padre é necessário.
Osho, em "The Messiah"
Lindo de viver esse texto....uma semana muito abençoada para todos...Bjs...Marcia  

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MUDE...

Mude


Mas comece devagar,


porque a direção é mais importante


que a velocidade.


Sente-se em outra cadeira,


no outro lado da mesa.


Mais tarde, mude de mesa.


Quando sair,


procure andar pelo outro lado da rua.


Depois, mude de caminho,


ande por outras ruas,


calmamente,


observando com atenção


os lugares por onde


você passa.


Tome outros ônibus.


Mude por uns tempos o estilo das roupas.


Dê os teus sapatos velhos.


Procure andar descalço alguns dias.


Tire uma tarde inteira


para passear livremente na praia,


ou no parque,


e ouvir o canto dos passarinhos.


Veja o mundo de outras perspectivas.


Abra e feche as gavetas


e portas com a mão esquerda.


Durma no outro lado da cama.


Depois, procure dormir em outras camas.


Assista a outros programas de tv,


compre outros jornais,


leia outros livros,


Viva outros romances!


Não faça do hábito um estilo de vida.


Ame a novidade.


Durma mais tarde.


Durma mais cedo.


Aprenda uma palavra nova por dia


numa outra língua.


Corrija a postura.


Coma um pouco menos,


escolha comidas diferentes,


novos temperos, novas cores,


novas delícias.


Tente o novo todo dia.


o novo lado,


o novo método,


o novo sabor,


o novo jeito,


o novo prazer,


o novo amor.


a nova vida.


Tente.


Busque novos amigos.


Tente novos amores.


Faça novas relações.


Almoce em outros locais,


vá a outros restaurantes,


tome outro tipo de bebida


compre pão em outra padaria.


Almoce mais cedo,


jante mais tarde ou vice-versa.


Escolha outro mercado,


outra marca de sabonete,


outro creme dental.


Tome banho em novos horários.


Use canetas de outras cores.


Vá passear em outros lugares.


Ame muito,


cada vez mais,


de modos diferentes.


Troque de bolsa,


de carteira,


de malas.


Troque de carro.


Compre novos óculos,


escreva outras poesias.


Jogue os velhos relógios,


quebre delicadamente


esses horrorosos despertadores.


Abra conta em outro banco.


Vá a outros cinemas,


outros cabeleireiros,


outros teatros,


visite novos museus.


Mude.


Lembre-se de que a Vida é uma só.


Arrume um outro emprego,


uma nova ocupação,


um trabalho mais light,


mais prazeroso,


mais digno,


mais humano.


Se você não encontrar razões para ser livre,


invente-as.


Seja criativo.


E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,


longa, se possível sem destino.


Experimente coisas novas.


Troque novamente.


Mude, de novo.


Experimente outra vez.


Você certamente conhecerá coisas melhores


e coisas piores,


mas não é isso o que importa.


O mais importante é a mudança,


o movimento,


o dinamismo,


a energia.


Só o que está morto não muda! ”


Edson Marques
Olá....sei que andei ausente...mas já expliquei os motivos pelos quais deixei de postar
por aqui no último mês....peço desculpas a todos...e vamos tentar seguir daqui....
Como o próprio texto diz...Mude....só o que está morto não muda...então vamos seguir
mudando a cada dia e sempre buscando valorizar os bons momentos da vida....
Tenham um lindo dia....bjs carinhosos...Marcia....

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SENTIR E FAZER...

A gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.


Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.


Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.


Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.


Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada...


Martha Medeiros
 
"Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora"
Essa frase diz tudo....é preciso sentir para poder fazer o certo...o correto...o que o coração pede...
Viver apenas da razão nos torna pessoas bitoladas, rotuladas....apenas usando a máscara que
a sociedade prega....mas que não condiz com nossa necessidade....
Seja feliz por vc ser simplesmente original....aproveite o dia de sol no parque...ande descalço na grama
tome sorvete e permita-se se melecar...rolar na grama...curta seus filhos de maneira que eles possam
sentir que vc se importa com eles....curta a vida...simplesmente seja feliz....sendo vc mesmo...
Linda sexta-feira a todos e um final de semana maravilhoso...Bjs..Marcia...
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